segunda-feira, 26 de agosto de 2019

5 símbolos que representam o Sagrado Feminino

   Símbolos são maneiras do nosso inconsciente se comunicar conosco e com o mundo, a partir de um desenho ou um gesto nosso cérebro (usando a chave adequada) pode decodificar seu significado e com poucos elementos traduzi-lo não só a mente racional mas ao centro sentimental e até físico. Um exemplo são placas de trânsito que são bem codificáveis a todos aqueles que dirigem, dentro do ocultismo e do sagrado também existem inúmeros símbolos.
  Vamos conhecer alguns símbolos do universo do Sagrado Feminino:



Crescente Lunar: Representa a origem da Deusa através do Céu, ou mais propriamente
da Lua que é a grande representação do sagrado no céu noturno grande conexão com nossa Feminilidade, a Intuição, Emoções, Ciclos Menstruais além de fazer a âncora com nossa terra e trazer o Equilíbrio necessário para a vida.


Lua Tríplice ou Triluna: é a representação da Deusa em seus três aspectos Virgem, Mãe, Anciã, nesse símbolo também ligado aos ciclos menstruais em seus diferentes períodos.



A espiral: Símbolo do Sagrado Feminino que representa vida, morte, ou renascimento, pois é um ciclo e nós somos cíclicas seu encerramento é o mesmo que o começo logo faz parte de reinícios e renovações
Yoni: Representa o ventre da Deusa, onde inicia a vida, temos a conexão com nosso sagrado, com a espiritualidade, fonte de tudo pois é daí que inicia a vida,




Triqueta: outro símbolo importantíssimo usado no Cristianismo, magia, bruxaria, no Ocultismo em geral, representação das tradições Celtas além de também representar as três faces da Grande Mãe (Virgem, Mãe, Anciã) é a energia criadora do Universo, pode ser interpretado como Domínio da Deusa nos três mundos (Terra, Céu, Mar)
    
Vamos ao encontro das grandes Deusas que pulsam dentro de nós conectando através desses símbolos ou de outros como um desenho, uma pedra (ex. pedra da Lua, não sintética), um incenso, um quadro ou mesmo amuletos, a terra, natureza, nossa essência, Agradecendo a oportunidade que nossas ancestrais nos dão de passar por esse momento essencial a nossa evolução.
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Texto produzido por: Andreza Freitas (Templo Polimata Boituva), cadeira do Sagrado Feminino

domingo, 11 de agosto de 2019

Ossain, Kó si ewé, kó sí Òrìsà!!


Orixá Ossain é a divindade das plantas medicinais e liturgia. Ele é um orixá importantíssimo, pois nenhuma cerimônia pode ser feita sem a sua presença. Ele detém todo conhecimento das plantas, suas utilizações e as palavras (ofo), cuja força desperta seus poderes.
            Kó si ewé, kó sí Òrìsà, ou seja, sem folhas não há orixá. Todo Orixá possui suas próprias Ewé (folha), mas somente Ossain conhece os segredos de cada uma delas.
            Ele é um grande sacerdote das plantas, feiticeiro que através das plantas é capaz de realizar curas e milagres. As ervas detêm a cura de todas as doenças físicas, emocionais e espirituais.
            Ele possui como símbolo uma haste de ferro, que na extremidade possui um pássaro de ferro forjado, cercada por outras seis hastes formando um leque para o alto. O pássaro é a representação do poder de Ossain. É o seu mensageiro que vai a toda parte, volta e se empoleira sobre a cabeça de Ossain para lhe fazer o seu relato.
            Ossain traz a energia da cura e do equilíbrio em todos os aspectos de nossas vidas. Ele é um Orixá solitário que vive nas matas traz também a energia da introspecção e autorreflexão, pois não se cura aquilo que se desconhece, para se curar é necessário saber a verdadeira raiz da doença, seja ela física, emocional ou espiritual.
Itan: Repartição das folhas entre os Orixás
Ossain havia recebido de Oloduramaré o segredo das ervas.
Estas eram de sua propriedade e ele não as dava a ninguém,
Um dia Xangô se queixou à sua mulher, Oiá-Iansã, senhora dos ventos, de que somente Ossain conhecia o segredo de cada uma dessas folhas e que os outros deuses estavam no mundo sem possuir nenhuma planta.
Oiá levantou suas saias e agitou-as impetuosamente.
Um vento violento começou a soprar.
Ossain guardava o segredo das ervas numa cabaça pendurada num galho de árvore.
Quando viu que o vento havia soltado a cabaça e que esta tinha se quebrado ao bater no chão, ele gritou:  “Ewé O! Ewé O!”  (Oh! As folhas! Oh! As folhas!)
Mas não pôde impedir que os deuses as pegassem e as repartissem entre si.

Refletindo sobre o Itan, podemos entender que o conhecimento existe para ser compartilhado e multiplicado entre todas as pessoas, mas os segredos devem ser compartilhados apenas para aqueles que conseguem mantê-lo. Ser Humilde e entender que somos eternos aprendizes nos proporciona maturidade. O veneno e o remédio muitas vezes são extraídos da mesma planta, o que os diferencia é o conhecimento sobre as quantidades e dosagens de cada um deles. As vezes por falta de humildade, por “achar” que sabemos coisas acabamos nos envenenando, acreditando que estamos nos medicando. Ossain deixa a mensagem de humildade, de disciplina e busca pelo conhecimento.
·         Cores: Verde e Branco
·         Símbolos: Haste ladeada por lanças com um pássaro no topo.
·         Elementos: Floresta e Plantas selvagens (Terra).
·         Saudação: Ewé ó! (Oh as folhas)
·         Oferendas: Fumo com mel, ervilhas torradas, frutas doces, velas verdes ou brancas
Ewé ó!
Minhas mais humildes reverencias!
Juliane Camargo

Bibliografia:
As Cartas dos Orixás – Celina Fiovarani – São Paulo: Ed. Pensamento, 2009;
Mitologia dos Orixás – Reginaldo Prandi – São Paulo: Ed. Companhia das letras, 2001;
Notas sobre o culto aos Orixás e Voduns na Bahia de todos os santos, no Brasil e na antiga costa dos escravos, na África – Pierre Verger – tradução: Carlos E.M Moura – São Paulo: Ed. Universidade de São Paulo, 2012;
Tarô dos Orixás – Ademir Barbosa Junior – Ed. Anubis, 2015;

quinta-feira, 25 de julho de 2019

As 8 Preocupações Mundanas

    Dando sequência a postagem sobre OS 8 VERSOS QUE TRANSFORMAM A MENTE,(para quem não leu recomendo, intensamente, que leiam!), hoje daremos uma atenção maior aos 8 ventos mundanos (ou as 8 preocupações mundanas), no último tópico do Lojong Tsigyema nos comprometemos a manter nossa prática isenta das preocupações mundanas:

 8. Vou aprender a manter estas práticas
Isentas das máculas das oito preocupações mundanas,
E, ao compreender todos os fenômenos como ilusórios,
Serei libertado da escravidão do apego.

Porém, quais são eles ? 
                                         

As 8 Preocupações Mundanas
Por Dzongsar Khyentse Rinpoche

O Buda disse:
Não confie na pessoa, mas confie nos ensinamentos.
Não confie nas palavras, mas confie no significado.
Este é um grande conselho. Quando entramos no caminho espiritual, é importante sermos muito cuidadosos.
Há duas abordagens básicas para o caminho espiritual. Idealmente, nossa intenção de praticar o caminho espiritual deve ser o atingimento da iluminação. É isso. Parada completa. Mas, por causa de nossos padrões habituais, há uma abordagem diferente, tanto no Oriente quanto no Ocidente.
No Oriente, o budismo tornou-se algo como uma religião. As pessoas praticam o budismo para obter vida longa, prosperidade, para melhorar seus negócios, por ganho pessoal, para dissipar certos espíritos e assim por diante. Então, as pessoas não têm a meta da iluminação. Eles têm a meta de decorar esta vida.
Não é melhor no Ocidente. No Ocidente, o Dharma também não é realmente dedicado à iluminação. Aqui, as pessoas praticam o Buddhadharma (ensinamentos do Buda) principalmente para se acalmarem, para se curarem, para relaxarem… para a assim chamada “auto-melhoria”.
O Buda não ensinou o Dharma para estes tipos de ganhos mundanos. Talvez pensemos, já que somos pessoas espirituais, não estamos procurando por ganhos materiais. Mas ainda estamos procurando por algum tipo de ganho mental. Queremos ter uma vida feliz. Ambos são considerados ganhos mundanos. Se tivermos esse tipo de motivação, o budismo é um caminho que devemos evitar.
O caminho budista é basicamente uma má notícia do ponto de vista do ego. Quanto mais praticamos e estudamos o budismo, mais chocante ele se torna para o nosso ego, mais ele irá contra o nosso egoísmo. Então, devemos pensar muito cuidadosamente sobre o que é que nós queremos. Não é muito tarde, ainda podemos sair dele.
Vamos falar sobre estes ganhos mundanos — pessoalmente, tenho muito deste problema. Atisha Dipankara, um dos maiores eruditos budistas da Índia, tinha um modo maravilhoso de colocar isto. Ele disse: “Oito coisas fazem uma pessoa ficar fraca”. Ele estava se referindo aos oito dharmas mundanos, ou oito armadilhas nas quais caímos:
1 - Querer ganhar;
2 -Não querer perder;
3 - Querer ser reconhecido;
4 - Não querer ser ignorado.
5 - Querer ser elogiado;
6 - Não querer ser criticado;
7 - Querer prazer;
8 - Não querer dor;
Estes são muito importantes. Devemos memorizá-los, de modo que de tempos em tempos podemos verificar se estamos caindo em uma destas armadilhas, ou até mesmo em todas elas. Eu faço isso. Isso é o núcleo básico da minha prática, verificar se estou caindo em qualquer uma destas armadilhas. São fáceis de lembrar: elogio e crítica; ganho e perda; prazer e dor; reconhecimento e ser ignorado.
Então, devemos verificar se caímos em qualquer uma destas armadilhas. Eu caio em todas elas, especialmente na primeira, querer ser elogiado. Sempre gosto de ser elogiado, essa é a minha maior fraqueza. Estou certo de que isto acontece com muitos de nós; palavras pequenas, superficiais, inúteis e ridículas de louvor podem nos fazer realmente, realmente fracos. O mesmo acontece com a crítica; algumas palavras ridículas e insignificantes de crítica podem nos ferir para sempre.
Penso que todos vocês sabem do que estou falando: como gostamos de ganhar, como não gostamos de perder; o quanto amamos a atenção; o quanto não gostamos de ser ignorados… Todas estas são armadilhas. Se cairmos em uma destas armadilhas, nos tornaremos fracos.
Eu caio nestas oito armadilhas todo o tempo. Não quero perder amigos, quero ser louvado, não quero ser criticado, quero ganhar discípulos, quero ter atenção, não quero ser ignorado. Então, o que faço? A fim de obter o que quero e de evitar o que não quero, eu termino massageando o ego de outras pessoas.
Idealmente, se eu fosse um professor de verdade, eu deveria estar lhes dizendo o que vocês precisam ouvir, o que pode ser bem doloroso. Se eu realmente assumir seriamente o meu papel de amigo espiritual, isto irá ferir o seu ego. A linha de fundo é que o caminho espiritual é ir além do desejo do ego. Peço desculpas por dizer isto, mas este é o único caminho.
Então, se quisermos ser praticantes espirituais, se quisermos ser fortes, precisamos nos exercitar, por assim dizer. Atisha Dipankara nos dá um modo maravilhoso de treinar, chamado lojong. Lojong é uma palavra tibetana que significa “treinamento da mente”. O treinamento é basicamente lembrar de nos perguntarmos em qual destas armadilhas estamos caindo.

texto extraído do blog Budismo Petrópolis

segunda-feira, 15 de julho de 2019

Nanã Buroquê a mais antiga Divindade das Águas!


Salubá Nanã


            Nanã no sincretismo é Nossa Senhora Santana, ela está ligada com a criação da terra e associada a figura de uma Orixá idosa ou avó.  A menção de avó vem por ela ser muito sábia e respeitada dentre os Orixás, ela é amorosa, acolhedora, sempre paciente com nossas imperfeições e orienta quando não sabemos qual caminho seguir.
Essa grande Orixá é a mais antiga divindade das águas, não das ondas turbulentas do mar, como Iemanjá, ou das águas calmas dos rios, domínio de Oxum, mas das Águas paradas dos lagos e lamacentas dos pântanos. Estas lembram as águas primordiais que foram encontradas no mundo para a criação da terra.
Nanã desenergiza as águas, apassivando-as, na linha das águas ela flui através da corrente universal, que é passiva, apassivadora, racionalizante, aquietadora e etc. Ela traz a energia da água e da terra, decanta os seres que estão sobrecarregados de negatividade.
As águas turbulentas dos rios em algum momento desembocam num lago, aquietando-se momentaneamente, se decantarão todas as impurezas incorporadas no seu fluir contínuo, permitindo que elas desçam até o fundo do lago, só assim, decantadas, as águas serão úteis.  Ela atua nos espíritos que serão conduzidos ao reencarne, mas ainda se encontram muito negativos, ela paralisa esse negativismo, prepara o espírito, para que a reencarnação do mesmo seja possível. Ela atua diretamente na evolução e nos carmas dos seres, ela que acompanha o reencarne e o desencarne, por isso também é conhecida como Senhora da vida (lama primordial) e da morte (dissolução do corpo físico na terra).
Os lagos possuem a força absorvente, Nanã atua dessa forma, absorvendo as energias densas mais profundas. Quando se adentra as energias de Nanã a pessoa recebe grandes transformações em seus modos de agir e ser, pois ela absorve as partes negativas do ser. O silêncio e a calma são primordiais, pois quem se aprofunda, entende que é melhor observar muito antes de se manifestar sobre qualquer situação.
Itan: Nanã fornece a lama para a modelagem do homem
Dizem que quando Olorum encarregou Oxalá de fazer o mundo e modelar o ser humano, o Orixá tentou vários caminhos.
Tentou fazer o homem de ar, como ele. Não deu certo, pois o homem logo se desvaneceu.
Tentou fazer de pau, mas a criatura ficou dura. De pedra ainda a tentativa foi pior.
Fez de fogo e o homem se consumiu. Tentou azeite, água e até vinho de palma, e nada.
Foi então que Nanã Burucu veio em seu socorro.
Apontou para o fundo do lago com o seu Ibiri, seu cetro e arma, e de lá retirou uma porção de lama. Nanã deu a porção de lama a Oxalá, o barro do fundo da lagoa onde ela morava, a lama sob as águas, que é Nanã.
Oxalá criou o homem, o modelou de barro. Com o sopro de Olorum ele caminhou. Com a ajuda dos Orixás povoou a terra.
Mas tem um dia que o homem morre e seu corpo tem que retornar a terra, voltar a natureza de Nanã Burucu. Nanã deu a matéria no começo, mas quer de volta no final tudo o que é seu.

Nanã nos deixa a mensagem de calmaria, de mergulharmos profundamente dentro no nosso ser para que as energias dela limpem e decante nossa parte negativa e nossos carmas. Ela trabalha com as energias mais profundas que existem dentro de nós, como uma grande sábia, ela mostra cada parte obscura que está sendo transmutada dentro de cada um para termos consciência daquilo e aprendermos um novo padrão. Ela é uma Orixá que proporciona curas profundas e grandes ensinamentos, devemos nos conectar com ela quando precisamos de tranquilidade e sabedoria para nos melhorarmos como pessoas.


·         Cores: Lilás e Branco
·         Saudação: Salubá Nanã (nos refugiamos em Nanã)
·         Simbolos: Ibiri (bastão de hastes de palmeira usado para afastar a morte)
·         Oferendas: Flores Lilás, alimentos que dão embaixo da terra, incensos de flores, velas brancas ou lilás.

Saluba Nanã!!
Minhas mais humildes reverências!
Juliane Camargo
Bibliografia:
As Cartas dos Orixás – Celina Fiovarani – São Paulo: Ed. Pensamento, 2009;
As Sete Linhas da Umbanda: A religião dos mistérios – Rubens Saraceni – São Paulo: Ed. Madras, 2017
Mitologia dos Orixás – Reginaldo Prandi – São Paulo: Ed. Companhia das letras, 2001.
Notas sobre o culto aos Orixás e Voduns na Bahia de todos os santos, no Brasil e na antiga costa dos escravos, na África – Pierre Verger – tradução: Carlos E.M Moura – São Paulo: Ed. Universidade de São Paulo, 2012;
Umbanda Sagrada: Religião, Ciência, Magia e Mistérios – Rubens Saraceni - São Paulo: Ed. Madras, 2017;

quarta-feira, 26 de junho de 2019

Reflexões para a Sabedoria 4

 Não se prenda a nada que com o tempo venha a te destruir.

Somos prisioneiros e cultivadores de nossa destruição, o homem moderno desta Era é o que se encontra mais distante historicamente de se libertar e conhecer a Verdade Absoluta em relação a si mesmo, Deus e ao Todo.
Afinal de contas, temos nossa liberdade cerceada pela programação de falsos valores e verdades.
Como podemos saber quem somos se estão sempre nos dizendo como devemos ser?
Poucos desejam se conhecer e expandir-se além do que se tornaram, afinal, isto dá trabalho. Assim nos conformamos no sofá junto a TV vivenciando a vida passar, desta forma realizamos este mundo em que vivemos, através desta falta de expectativa devido a cegueira que se abate perante todos homens que acreditam ser livres dentro de suas celas prisionais do ódio, raiva, rancor, violência, preconceito, vingança, vícios, hábitos, desejos, dívidas, bancos, casa, carro, celular....Este homem moderno cava sua morte emocional, financeira, social, pois assim foi programado, consumir para saciar seus desejos e frustações de sua imagem perante os outros, até porque, a moderna falta de consciência nos ensinou que “IMAGEM É TUDO L”.
Sermos esta verdade não é mais necessário, temos o marketing L
Consumimos nossas vidas e tempo com emoções destrutivas que nos dominam, como o ódio, raiva, vingança, venenos que muitos desejam aos seus adversários de desafeto, porém, quem toma este veneno e se destrói, é VOCÊ que assim o deseja, que o produz, que o alimenta, envenenando a sua mente, sentimentos, bioquímica, desejos, seu espírito.
Pare de se envenenar, acorde deste pesadelo karmico inevitável em seu resultado.
Nossos desejos nos possuem.

Este homem moderno naturalmente sem consciência, possui seus valores atrelados ao que você possui materialmente falando. O que você é, é o resultado do quanto você tem no banco ou no bolso, não importa também se você é um cavaleiro ou um patife, a origem do dinheiro não importa, se é alcançada através de corrupção ou crime, afinal o que importa é o gozo dos sentidos, o poder econômico deste mundo louco e sem sentido que vivemos, esta falta de sentido na vida, é o resultado de nos encontramos perdidos.
Hoje você compra uma casa financiada, se endivida no banco e se torna prisioneiro de uma dívida que lhe vai consumir, aflorar o seu medo, afinal você pode perder o emprego, ficar doente, o que será de minha família, da minha vida se eu perder o pouco de poder material que alcancei? Ao se deparar com esta questão muitos caminham no karma de assaltos, crimes, tráfico, corrupção...
Você se tornou prisioneiro de seus bens e de seu Status Quo, cego na ilusão de um domínio que não possui.
Fazer o certo, normalmente é o mais difícil a ser realizado.
Este satori é muito importante, muito discípulos conhecem as implicações e importância deste verso para a Iluminação, ele se inicia com uma questão base, o que é “fazer o certo”?
O certo se existir é o caminhar pelo Dharma, sendo um exemplo de harmonia, companheirismo, altruísmo, humildade, gentileza, alegria, integridade, amor...
Valores este que o homem moderno diz possuir, o que vemos na prática de nosso dia-a-dia não ser a verdade real. Quando estendermos as mãos como Gandhi em sua caminhada de paz, sobre o voto de ahimsa, não-violência, poderemos assim parar de nos agredir uns aos outros.
Não se prenda aos desejos que tornaram sua vida um pesadelo para mantê-lo.
Muitos se perguntaram, mais como me libertar?
Um dos meus primeiros gurus dentro do sanatana-dharma foi Sri Somaka Maharaj que sempre me falava sobre o pensamento que se tornou livro: “Vida Simples, pensamento elevado”.
Foi através desta máxima vaisinava que fora ensinada por Srila Prabhupada (fundador do movimento Hare Krsna) desvenda um dos caminhos. Pensem nisso, pois será o próximo satori em busca de sabedoria.
Minhas mais humildes reverência ao meu querido Sri Gurudeva Somaka Maharaj Swami ki.....

Atenciosamente, deste simples servo do caminho.
Acarya Mahasurya Pandit Swami

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Chamada do Sagrado Feminino


  Yoni Eggs  

Yoni Eggs - difrentes tamanhos
e diferentes cristais
  Oi meninas minhas mais humildes saudações sou do Templo Polimata Boituva, trabalhamos com as ervas de poder e também sou uma das facilitadoras do time de nossas irmãs do Sagrado Feminino Polimata, onde acreditamos que através do Polimatismo, que é a junção dos diversos pensamentos teológicas, podemos enxergar através de cada linha a diversidade que encontramos nesse planeta.      O yoni eggs iniciou em minha vida através de um chamado do Sagrado Feminino, onde através de uma facilitadora consegui entender as maravilhas das pedras, os minerais são substancias inorgânicas em que estão contidos todos os sistemas da natureza que compõe nossa energia de equilíbrio, trabalha no sistema endócrino facilitando a produção balanceada de hormônios, que diferencia um ser-humano do outro atreladas a um  contato mais íntimo onde teria a oportunidade de conseguir a conexão com meu Sagrado Útero. Sem esquecer que todos os reinos da natureza possuem suas próprias manifestações da energia divina e consciência do Criador que atuam no corpo etéreo e sistemas superiores, os cristais pertencem a cadeia da Medicina Vibracional, tratam e previem doenças físicas, psíquicas e espirituais por meio da ressonância do cristal que vibra e consegue penetrar e harmonizar o campo energético da pessoa, através de vários estudos foram constatados  que as memorias tanto de felicidades quanto de dores, traumas, abusos tanto físicos quanto psicológicos ficavam registrados no útero, e que os Yoni eggs seria uma ferramenta para essa limpeza energética desses traumas com a o útero representa o templo da feminilidade, nosso vaso, nossa taça de amor  e  gestação o contato com o yoni nos faz reconectar com nosso interior, sacralidade feminina, a mãe, a intuição, o acolhimento, um mergulho em nossas reflexões com o despertar de nossos pontos energéticos, ligação de uma luz interior,  e assim tendo uma conexão mais limpa e intensa de nossa ancestralidade e facilitando gerar a energia necessária nos processos de cura, equilíbrio e limpeza energética, sem esquecer do  empoderamento feminino já que historicamente encontramos a utilização dos mesmos tanto na China pela realeza, através do taoismo o útero era chamado de palácio celestial, quanto pelas lobas brancas  (Índias mexicanas), cada uma  trabalhando com uma determinada pedra específica, devido aos tipos de vidas serem totalmente diferentes seja cultural, regional e mesmo espiritual.

energia do útero, nos faz reconectar com nosso intimo profundo,
o contato com o yoni,
    O que não podemos confundir é que o Yoni egg não fará milagres em sua vida e sim será um instrumento de grande valia para que através de cortes de crenças limitantes, egos exacerbados e traumas você se conecte a forca feminina num momento em que as mulheres estão cada vez mais despertas e procurando informações para a conexão seja por meio de vivencias, trocas de ideias através de rodas ou mesmo trabalhos específicos do Sagrado feminino e muitas terapias que veem nos auxiliar com propostas sérias e inovadoras para nosso crescimento tanto em conjunto quanto individual.
    Os Yoni também aparecem através do pompoarismo que são exercícios milenares tântricos para o fortalecimento da parede pélvica buscando saúde e prazer, na década de 40 o médico californiano Arnold Kegel descobriu em suas pesquisas com mulheres idosas vítimas de incontinência urinaria que aumentar a força da musculatura ao redor da vagina ajudava no controle do problema de vazamento de urina e também com a pratica constantes de exercícios desenvolvia uma capacidade maior para o orgasmo mesmo quando não eram capazes de atingi-los, lembrando que o ovo vai trabalhando com exercícios muitas vezes simples esse processo inclusive trabalha o libido e uma vida sexual mais plena, através do conhecimento do toque e cuidado com seu corpo a energia da pedra e suas irradiações junto aos chackras transformam a vida da mulher.
Reunião do Sagrado Feminino e curso de Yoni Eggs - Boituva
    O que precisamos agora é lutar contra certos dogmas existente que nos impedem de ter acesso a esse trabalho lindo dos Ovos, pois confesso que sou muito curiosa e que num primeiro momento relutei em fazer essa experiência por vergonha e porque tinha que me entregar de coração e confiar na cura para que conseguisse ter a experiência por inteiro.
    Só tenho que agradecer a oportunidade dos aprendizados que nunca param pois estudos vão aparecendo a cada dia junto com os feedbacks de mulheres no qual empreguei a terapia e que acompanhei, eles são uma fonte importante de estudos para o aprimoramento já que hoje tenho a noção que por ser introduzidos no canal vaginal deve ter o auxílio de uma pessoa que estuda e compreende essa terapia. Os cuidados começam ao escolher a pedra adequada já que não podem ser pedras, por exemplo, de trabalho escravo ou ornamentais, deve se ter uma higiene máxima no manuseio, e existem muitas pedras no meios lindas mais que causam distúrbio no corpo por não serem apropriadas para serem colocadas em contatos mais íntimos por soltarem substancias como  corantes, chumbos, enxofre, flúor,cobre,amianto,alumínio que são prejudiciais para o corpo, a escolha de pedra correta ao propósito de cada uma ocorre através de anamnese pois sabemos que a má utilização pode trazer desarranjos no corpo, causar candidíase e até herpes, por isso o cuidado de procurar uma boa terapeuta é fundamental para se ter os benefícios plenos
Curso de Yoni Eggs - Boituva
    São muitas informações, e que consigamos receber esse chamado da grande mãe para essa oportunidade de nos curarmos e assim agradecer a toda nossa ancestralidade. E que a cada dia possamos nos conectar mais, e tenho certeza que a conscientização faz uma grande diferença para que possamos ter conhecimentos de nossas sombras para trata-las e nos despedir para uma vida mais plena e empoderada.





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Convite por Andreza Freitas

** Andreza Freitas é Terapeuta, comandante do Templo Polimata Boituva e da cadeira de espiritismo dentro da Ordem Polimata do Brasil, formada em Direito e Letras além de ser mãe de duas meninas e muitos outros filhos de 4 patas.

sábado, 8 de junho de 2019

Kawó-kabiyèsíle!!


Xangô o Orixá da Justiça e do Fogo purificador

Xangô traz a energia da justiça divina través do elemento fogo, aquecendo nossos corações para que vibremos sentimentos justos. Esse orixá capta as vibrações relacionadas com o juízo, quando positivas, ele com o elemento fogo, nos estimula a agir com mais intensidade no lado racional. Já quando as vibrações são negativas, sua companheira Iansã com o elemento ar, esfria o mental do ser enfraquecendo-o e anulando-o na emissão de injustiças ou falsos juízos.
Xangô e Iansã são Orixás que caminham juntos, são conhecidos também como “casal do dendê”, energeticamente eles trabalham como complemento um do outro, ele é o fogo que aquece e ela é o ar que esfria, ele traz uma energia passiva e ela mais ativa.
Quando estamos seguindo na linha do bem e da justiça divina, Xangô emana sua força do fogo, estimulando e nos aquecendo, trazendo equilíbrio e harmonia, porém quando estamos agindo injustamente e contra as leis divinas ele deixa de enviar suas energias, seu calor vai nos deixando e passamos a ser pessoas frias e desequilibradas. Busquemos Xangô com paciência e com o coração aberto, pois ele esclarece e nos equilibra, nos ensina junto as leis divinas.

Xangô também está relacionado a virilidade e a atração, pois com o elemento fogo ele trabalha e energiza nossos chakras básico e sacral, proporcionando mais aterramento, firmeza e virilidade. Ele teve como esposas Iansã a senhora dos ventos e das tempestades, Oxum a senhora da cachoeira e Obá a senhora das águas revoltas e do barro. A junção de Xangô com cada uma delas, traz uma faceta desse grande orixá. Xangô das cachoeiras que assim como o fogo, nos purifica; Xangô da terra que nos ampara quando caímos e aguarda até despertarmos; Xangô dos raios, que traz as leis divinas do alto até a terra. Que a Lei Divina não seja desafiada, pois Xangô colocará muitas pedras no caminho dos que optarem por isso.
Nos contos Africanos, Xangô é representado como Rei, associado diretamente ao poder da realeza. As lendas sempre falam da força implacável de Xangô como guerreiro, conquistador de reinos, bonito, vaidoso e conquistador de mulheres. Por eles Xangô era considerado como o Rei entre todos os Reis.
Fogo – é a essência divina que aquece a vida e vivencia todos os seres. O fogo representa as transformações da natureza, sua criação e destruição. Dentro do seu aspecto destrutivo, o fogo representa a destruição, mas esse estado é passageiro, pois a destruição de algo sempre representa, a abertura de espaço para o novo poder brotar, para um nascimento em uma nova condição. O fogo também traz o sentido de uma transformação íntima, de um desenvolvimento espiritual, transmutando a consciência de estado em estado até se atingir a iluminação. O fogo interior brilha cada vez mais forte e num nível mais sutil conforme nossa ascensão espiritual.
Itan: Xangô é reconhecido como o Orixá da justiça
Xangô e seus homens lutavam com um inimigo implacável.
Os guerreiros de Xangô, capturados pelo inimigo, eram mutilados e torturados até a morte, sem piedade ou compaixão. As atrocidades já não tinham limites.
O inimigo mandava entregar a Xangô seus homens aos pedaços
Xangô estava desesperado e enfurecido.
Xangô subiu no alto de uma pedreira perto do acampamento e dali consultou Orunmilá sobre o que fazer, pedindo-o ajuda.
Xangô estava irado e começou a bater nas pedras com o Oxé, seu machado duplo.
O machado arrancava das pedras faíscas, que acendiam no ar famintas línguas de fogo, que devoravam os soldados inimigos.
A guerra perdida foi se transformando em vitória.
Xangô ganhou a guerra. Os chefes inimigos que haviam ordenado o massacre dos soldados de Xangô foram dizimados por um raio que Xangô disparou no auge da fúria.
Mas os soldados inimigos que sobreviveram foram poupados.
A partir daí, o senso de justiça de Xangô foi admirado e cantado por todos.
Através dos séculos, os orixás e os homens têm recorrido a Xangô para resolver todo tipo de pendência, julgar as discordâncias e administrar justiça.

Refletindo sobre a lenda de Xangô, podemos observar que existe o lado positivo e o lado negativo, o amor e o ódio, o bem e o mal, a luz e as trevas e o livro branco e o livro preto. Nesses livros, branco relacionado a ascensão e o preto a queda, são escritos nossas ações, padrões, sentimentos, pensamentos e comportamentos. Tudo o que é anotado no livro branco, também é anotado no livro preto, nada passa despercebido. Todos nós possuímos esses dois lados, a luz e a sombras. Xangô nos deixa claro que a Lei divina é como uma rocha, ninguém caminha com o peso dela nas costas, e lentamente se sentirá aniquilado. Xangô nos ouve, se estivermos sendo justos e verdadeiros ele nos ampara, se não tivermos ele nos esclarece, mas se ainda insistirmos no mesmo erro ele será rigoroso aplicando a lei divina sobre nós.
·         Dia da semana: Quarta-feira
·         Saudação: “Kawó-kabiyèsíle!!” (Venham ver o Rei descer sobre a Terra!!)
·         Instrumento: Oxé (machado de dois lados)
·         Cores: marrom e branco ou vermelho
·         Oferendas: Amalá (comida feita com Quiabos), Velas brancas, vermelhas e marrom; cerveja escura, flores diversas e frutas doces
Kawo Kabiyesile Xangô!
Minhas mais humildes reverências!
Juliane Camargo
Bibliografia
As Sete Linhas da Umbanda: A religião dos mistérios – Rubens Saraceni – São Paulo: Ed. Madras, 2017
Mitologia dos Orixás – Reginaldo Prandi – São Paulo: Ed. Companhia das letras, 2001.
Notas sobre o culto aos Orixás e Voduns na Bahia de todos os santos, no Brasil e na antiga costa dos escravos, na África – Pierre Verger – tradução: Carlos E.M Moura – São Paulo: Ed. Universidade de São Paulo, 2012;
Umbanda Sagrada: Religião, Ciência, Magia e Mistérios – Rubens Saraceni - São Paulo: Ed. Madras, 2017;