quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

OGUM - ARCANO VII - A CARRUAGEM

O Carro no tarot mitológico

INTRODUÇÃO


O tarot, representando aspectos e faces da jornada espiritual e humana, relaciona-se diretamente com forças e necessidades que foram contempladas pelo culto aos orixás e que, nós, como caminhantes do polimatismo, podemos absorver de forma mais ampla, a fim de compreender melhor as partes do todo. Seguindo esse raciocínio, podemos entender que o arquétipo do orixá Ogum e do arcano VII do tarot, o Carro ou Carruagem, estão relacionados e cruzados em diversas formas, dentro das simbologias apresentadas em ambos. Explanaremos a seguir como se relacionam a lâmina e Orixá Guerreiro, a fim de entender como os aspectos dessa fase da jornada estão refletindo suas semelhanças e possuem a mesma fonte divina.
Primeiramente, faz-se necessário entender os elementos que permeiam a carta em si, e de que forma elas se relacionam com a força do arquétipo de guerreiro, denotando batalha, vitória, triunfo, movimento, ação, determinação, domínio, etc.


O Triunfo de Marco Aurelio


O TRIUNFO
Palavras-chave: vitória, triunfo, marte, guerra, roma

O triunfo, (em latim triumphus) é uma cerimonia e tradição civil e religiosa que tem origem na Roma antiga. Nesse rito, era dado o direito a um líder militar vitorioso em batalha que desfilasse em uma carruagem por uma procissão, a fim de apresentar sacrifício aos deuses e mostrar-se ganhador perante a população. Para ser um vir triumphalis (homem do triunfo), era preciso enviar uma solicitação e um relatório ao senado. O desfile triunfal colocava o vir triumphalis quase em pé de igualdade a um semideus, e era concedido apenas por mérito militar excepcional. A rota do triunfo romano tinha origem no Campo de Marte (planeta regente de Ogum e deus romano relacionado à guerra e à agricultura), uma zona pública bastante populosa do império. Apesar do caráter de homenagem e exibição do general bem sucedido, ele costumava se portar com humildade e prostrar-se perante às divindades, reconhecendo sua vitória em nome do senado, do povo e dos deuses de Roma, levando sacrifícios animais à estes. O triunfo romano é uma vívida materialização da lâmina analisada, como podemos observar nas imagens abaixo.


O Triunfo de Aemilius Paulus (Carle Vernet)




ARQUÉTIPO DE OGUM NA LÂMINA
Palavras-chave: ferro, tecnologia, armas, militarismo

   O arquétipo do orixá Ogum é, necessariamente, de um guerreiro triunfante. O deus de origem yorubá é o senhor dos caminhos, das armas, das demandas, da guerra e agricultura. O militarismo, a espada, as batalhas e as vitórias estão todas relacionadas a ele. O desenvolvimento tecnológico também é creditado a esse deus, pois ele regeu a saída da humanidade da pré-história para a Idade do Ferro, momento no qual o homem obteve domínio sobre técnicas de fundição do ferro e sua utilização para ferramentas e armas, marcando assim o início de uma nova era para a humanidade. Atualmente, dentro da renovação do culto aos orixás e novas tradições, temos Ogum relacionado à guerra interna dos caminhantes espirituais que precisam vencer a si mesmos. Dessa forma encontramos seu sincretismo com São Jorge, soldado romano comumente visto em suas imagens montado em um cavalo e triunfante sobre um dragão. O cavalo de São Jorge significa os impulsos inferiores do homem que precisam ser dominados a fim de acessar a grande vitória sobre si próprio. O cavalo de Ogum, portanto, está presente na Carta e trataremos mais detalhadamente a respeito do animal em tópico próprio.


Batalha de Kurukshetra


A CARRUAGEM
Palavras-chave: domínio, movimento, ação, deslocamento, determinação

A carruagem, também conhecida como carro, representa movimento e ação. Montada em cima de rodas, nos da a idéia de deslocamento de um ponto a outro. Vista em cenários de batalhas, está presente na Guerra de Kurukshetra. Nessa batalha, Krishna e Arjuna se encontram em uma quádriga - considerada a carruagem dos deuses e heróis - e vão em direção à vitória. Na quádriga, encontramos hasteada a bandeira de Hanuman, fazendo alusão à invencibilidade. A carruagem no tarot, dominada por seu dirigente, representado com vestimentas nobres, com adornos, coroa e cetro, nos remonta à determinação e domínio. Assim como São Jorge domina seu cavalo, aquele que tomar as rédeas da própria carruagem e governar seus cavalos irá se dirigir impreterivelmente a ganhar. É a execução tomada após uma decisão, com pulso firme e júbilo, ao mesmo tempo em que é um desfile de um vencedor que já obteve sucesso. Esse é o simbolismo do invencível, do guerreiro corajoso e destemido.


O CAVALO

A medicina do cavalo é muito ampla. Tanto no arcano como no arquétipo de Ogum, ele representa a natureza inferior do homem, seus sentidos, suas forças inconscientes e o fim da desgovernança de si próprio quando enfim dominado. Ainda, é um animal que, junto com o resto da simbologia, nos remete à movimento, locomoção, caminhos, desenvolvimento e ação. É onde os guerreiros montam para irem à batalha. Não obstante, exala beleza e imponência, é um animal forte e veloz, que traz abertura de passagens e transição. Quando o homem domou o cavalo, a velocidade das viagens, antes lentas e pesarosas, tornou-se mais rápida, dinâmica e menos trabalhosa, pois agora o cavalo também carregava cargas. Isso proporcionou um avanço imenso no desenvolvimento da humanidade. Na antiguidade, possuir esses equinos era símbolo maior do poder bélico de um exército. Aquele que possuísse uma carro de guerra guiado por eles obtinha uma enorme vantagem sob seus rivais.

O Carro no tarot de Marselha

CONCLUSÃO

 O arquétipo do tarot e a força do Orixá se convergem em vários pontos. Ambos são figuras masculinas nobres, dominadores de cavalos, direcionadores de caminhos vitoriosos e trazem a figura do invencível, do guerreiro obstinado, da determinação em movimento, do triunfante. Ação e velocidade. Nem a carruagem e nem Ogum perdem tempo naquilo que não interessa na batalha.













O Carro em tarôs clássicos: Jacques Vieville (1650)  Jean Noblet (1650),  Nicolas Convert (1760) e  François Tourcaty (1800)

por Beatriz Mazzini, membra do clã Templo Polimata Campinas



REFERENCIAS

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Reflexões de Sabedoria 3

Faça o que estiver fazendo da melhor maneira possível.


A busca da impecabilidade, sempre me lembra um satori de reflexão. Se você estivesse amarrando o cadarço de seu sapato na rua e verifica-se que um enorme piano de calda estivesse caindo sobre a sua cabeça, não havendo nenhuma escapatória, o que você faria?
Amarraria por perfeição e impecabilidade o sapato com seu último ato de consciência perante a Morte, ou simplesmente se desesperaria perante a inevitável mortal contradança cósmica que ela é sua parceira?

Me lembro do Mestre Don Juan de La Montanha, que tive o enorme prazer de conhecer.
Estávamos conversando, no final de uma tarde, a exatos 3 dias antes de sua passagem para o outro plano, nos últimos momentos em que terminaria a grande batalha da vida e esperava a Morte, sorrindo, para sua última e teatral dança cósmica e me diz:
“Estoy preparado, llegó el momento de bailar con la muerte, pero antes hijo, tengo un hermoso suelo que he pensado y juntos haremos una hermosa danza cosmica, quiero que veas.”
Enfrente seu destino, sua trajetória de vida, enfrentando o que se apresenta em sua jornada, em sua missão, quando assim a encontrá-la.
Dar o melhor de nós a cada instante, é o mínimo que se espera de um realizador genuíno dentro dos 3 campos de ação (material, emocional e espiritual).
Realizando a prova viva de nossa capacidade, sempre dando o máximo em nossa realização.
A impecabilidade é um perfil importante na vida, muitos iluminados caminharam sobre esta diretriz em sua jornada espiritual de ascensão de consciência, somado ao amor na plataforma de bhakti, a ação devocionalmente que nos conduz em alegria e harmonia para que possamos mais uma vez termos a oportunidade de nos conhecermos, e assim nos aproximarmos das diversas Personalidades de Deus que se manifestam no coração de cada caminhante deste mundo.
Hoje tenho passado por um caminho de realização deste princípio, me encontro atualmente no meio da floresta amazônica, próximo à fronteira do Brasil com o Peru, estado do Acre, criando algo novo do início, estamos construindo casas, ruas, infraestrutura, agricultura... O que levará anos para a conclusão do Projeto Nawa, debaixo de chuvas intensas ou sol, insetos…. Porém cada estrutura está sendo feita com os devidos departamentos de engenharia, arquitetura, paisagismo, autossuficiência, botânica....
Com carinho, dedicação, realização, amor e consciência do que estamos construindo, para a Ordem Polimata à Humanidade e por cada um de nós, tudo envolto a impecabilidade. Fazendo da melhor maneira possível, dentro do tempo e circunstâncias que se apresentam.
Quando caminhamos com esta premissa, nos transportamos para outra plataforma de conhecimento e realização, afinal para que você alcance impecabilidade será necessário um aprofundamento de conhecimentos e aplicação pratica em seu processo.
Em outras palavras estudar, meditar e aplicar, como a máxima alquímica.

Ore, Lege, Lege, Relege, Labore et Inseriere

Reze, Leia, Leia, Releia, Trabalhe e Incorpore, no caso o conhecimento que tem foco buscador da impecabilidade colocando em pratica em sua vida, no dia-a-dia para a sua realização, superação dentro dos 3 campos de ação. O foco inicial é VOCÊ.

Brasil, Acre, 20/10/2018
Minhas mais humildes reverências a Mestre Don Juan de La Montanha
Atenciosamente, deste simples servo do caminho.
Mahasurya Swami

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

ॐ Satsaṅgas à Śrī Lakṣmī e Śrī Gaṇeśa -


Todas as Glórias à Śrī Guru Mahārājācārya Mahāsūrya Paṇḍita Svāmī!
Todas as Glórias à Śrī Mahādeva!
Todas as Glórias à Śrī Bhagavan!
Todas as Glórias à Śrī Śakti Devī!
Todas as Glórias à Śrī Śrī Mahālakṣmī Devī e Śrī Śrī Mahāgaṇapati!


Neste mês de dezembro, nos Templos Polimatas de Campinas e Mairiporã, celebramos o encerramento de mais um ciclo junto aos pés de lótus de Śrī Mahālakṣmī e Śrī Gaṇeśa, agradecendo as oportunidades concedidas em mais uma ano de muito trabalho, superação e devoção.

Śrī Lakṣmī

É a personificação do esplendor, da beleza, da riqueza e da prosperidade dentro da Cultura Védica.

Śrī Lakṣmī
É a śakti de Śrī Viṣṇu, usualmente retratada aos pés de lótus de seu amado, quando este é conceitualizado como Śrī Nārāyaṇa. Assim, é sua contraparte feminina e, enquanto a potência energética do Mantenedor do Universo, é aquela que concede a bênção que permite ao devoto a “identificar e compreender seus objetivos” – eis o significado de seu nome, em sânscrito – além do véu de māyā, a ilusão material que ela mesma manifesta.

É também uma das Grandes Mães do Sanātanadharma. Sob a ótica mais popular, ao lado de Śrī Sarasvatī (consorte de Śrī Brahmā, aquele que cria) e Śrī Pārvatī (consorte de Śrī Śiva, aquele que destrói/transforma), forma a Tridevī – versão feminina da Trimūrti, a Trindade Suprema do panteão hindu.

Iconografia

Em sua iconografia mais usual, aparece com quarto braços, que representam os quarto grande objetivos da humanidade: dharma (a busca pela vida justa, ética e moral), artha (desenvolvimento dos meios materiais), kāma (a realização emocional, o prazer) e mokṣa (a liberação última, alcançada através do autoconhecimento).

As flores de lótus que Śrī Lakṣmī carrega em suas mãos posteriores representam jñāna (o verdadeiro conhecimento), a autorrealização, a consciência, o karman e a pureza, através da analogia da mais linda flor de luz que nasce em meio às águas pantanosas da ignorância.

Em uma de suas mão anteriores, em abhayamudrā, ela concede a bênção do destemor, de onde jorram moedas de ouro, que simbolizam a infinita riqueza material e espiritual de sua natureza. Em sua outra mão, em varadamudrā, concede a bênção da benevolência e caridade (dāna).

Seu vāhana (montaria) é Ulūka, a coruja. Simboliza proteção, paciência, inteligência e sabedoria, mantendo-se atenta na escuridão. Todavia, por ser um animal noturno, que não enxerga de forma plena sob luz do dia, também representa a tendência natural do sādhaka (caminhante espiritual) em buscar excessiva ou exclusivamente a riqueza material em detrimento à prosperidade espiritual.

Śrī Lakṣmī possui oito manifestações secundárias, cujo conjunto é conhecido como Aṣṭalakṣmī (aṣṭa = oito, em sânscrito), relacionadas a oito fontes de riqueza, e que representam as principais potências de Śrī Mahālakṣmī, sua manifestação enquanto a Suprema Śaktidevī:

-       Ādi Lakṣmī: sua manifestação primordial, a śakti de Śrī Viṣṇu;
-       Dhana Lakṣmī: aquela que concede a riqueza material;
-       Dhānya Lakṣmī: aquela que concede a riqueza na agricultura;
-       Gaja Lakṣmī: aquela que concede o poder da realeza;
-       Santāna Lakṣmī: aquela que protege a prole;
-       Vīra Lakṣmī: aquela que concede a coragem e a força;
-       Vijaya Lakṣmī: aquela que concede a vitória sobre os obstáculos
-       Vidyā Lakṣmī: aquela que concede o conhecimento, também nas artes e ciências.

Aṣṭalakṣmī.

Śrī Gaṇeśa

Usualmente, também conhecido como Gaṇapati (“Senhor dos Gaṇas”, a guarda de Śrī Śiva), é o deus com cabeça de elefante, uma das Deidades mais populares do hinduísmo.

Śrī Gaṇeśa.

É a personificação da vijñāna (sabedoria) e de buddhi (intelecto). Resplandecente, é também Śrī Vighneśvara, o “Senhor dos obstáculos”, aquele que abre os caminhos do sādhaka para a realização material, emocional e espiritual, mas que também cria impedimentos que ajudam a fechar as portas das tentações que atrapalham o caminho dhármico.  É “a porta de entrada” do panteão hindu, bem como o Senhor da escrita e do aprendizado.

Filho de Śrī Pārvatī e Śrī Śiva, o casal cósmico, possui diversas histórias diferentes que narram seu aparecimento. Em uma das mais famosas alegorias, conta-se que teve seu corpo moldado em argila por sua mãe, com uma cabeça humana; após conferir-lhe o sopro da vida, Śrī Pārvatī designou-o como guardião de sua residência, enquanto seu pai viajava pelos Himalayas. Obteve então sua cabeça de elefante após de decapitado pelo próprio pai, que ainda não o conhecia, quando impediu que o mesmo adentrasse sua casa.

Desesperada pelo sentimento de perda de sua criança, a Senhora da Montanha (“pārvatī”, em sânscrito) projeta toda sua fúria sobre Śrī Mahādeva, , manifestando a natureza protetora de sua essência materna, transformando-se em Śrī Durgā. Assim, tomado pelo remorso, Śrī Śiva se compromete com a reverter o incidente e designa a seus servos uma busca pelo primeiro ser que fosse encontrado dormindo virado para o norte.

Retornam com uma imponente cabeça de elefante, que então substitui a que havia sido decepada. Para amenizar o desgosto de sua consorte, Śrī Śiva declara que aquele é seu primogênito, elevando-o ao status de Deidade, concedendo-lhe o comando de suas tropas e instituindo sua adoração antes de quaisquer rituais e demais atividades religiosas.

Iconografia

A cabeça de elefante de Śrī Gaṇapati apresenta uma quase que imperceptível boca e grandes orelhas, uma analogia ao “falar menos, ouvir mais”. Os grandes olhos representam a visão que alcança além da aparente realidade material e a presa quebrada representa o sacrifício dhármico de Śrī Ekadanta (“Aquele que tem somente uma presa”), que autoflagelou-se para registrar em texto a narração do grande épico Mahābhārata, ditado pelo santo Vyāsadeva.

Usualmente é representado com quatro braços. Em suas mão posteriores, segura paraśu (machado), para cortar o denso apego ao mundo material e pāśa (corda), para obstruir ou liberar o caminho do devoto. Em suas mãos anteriores, concede abhayamudrā (a bênção do destemor) e segura um pote de doces (modakas ou laḍḍus), que representam os doces frutos em recompensa ao trabalho dhármico.

Apresenta o abdômen avantajado pois carrega em si passado, presente e futuro: todo o cosmos. Também representa sua generosidade, a sincera e total aceitação e proteção que ele assegura ao Universo.

Possui diversos vāhanas, que variam de acordo com as diversas manifestações de Śrī Gaṇapati: vāsuki (a naja sagrada), mayūra (o pavão), siṃha (o leão), e, o mais famoso, mūṣaka (o rato), que representa tamoguṇa, os desejos.

Dentre as muitas manifestações de Śrī Gaṇeśa, oito delas são destacadas:

-       Vakratuṇḍa: aquele que possui a tromba curvada, representa a vitória sobre a inveja;
-       Ekadanta: aquele que possui somente uma presa, vale à superação da arrogância;
-       Mahodara: aquele que possui uma grande barriga, personifica a derrota da ilusão e da ignorância;
-       Gajānana: aquele que possui a face de um elefante, simboliza o triunfo diante da ganância;
-       Lambodara: literalmente, “o barrigudo”, representa a conquista da ira;
-       Vikaṭa: o deformado, vale ao controle dos desejos;
-       Vighnarāja: o rei dos obstáculos, personifica a superação do ego;
-       Dhūmravarṇa: aquele que possui cor de fumaça, simboliza a superação do orgulho.

O Senhor dos Obstáculos.

Assim, considerando que Śrī Lakṣmī e Śrī Gaṇeśa não são um casal propriamente dito, como Śrī Rādhākṛṣṇa ou Śrī Pārvatī e Śrī Śiva, a adoração de ambos em conjunto se dá pela similaridade e união complementar de suas simbologias, relacionadas à bem-aventurança e realização, a sutileza e doçura divinas.

Por fim, a riqueza e a prosperidade concedidas por Śrī Lakṣmī só podem ser alcançadas pelo sādhaka que superou os obstáculos de sua vida através do trabalho dhármico ensinado por Śrī Gaṇapati. Da mesma forma, de nada vale o esplendor sem sabedoria, e não se alcança a abundância sem um afiado intelecto.

Invocações Mântricas para o ritual:

श्रीलक्ष्मी
Śrī Lakṣmī

गायत्री
gāyatrī

ॐ श्महालक्ष्म्यै विद्महे
विष्णुपत्न्यै च धीमहि ।
तन्नो लक्ष्मी प्रचोदयात् ॥

auṃ mahālakṣmyai vidmahe
viṣṇupatnyai ca dhīmahi 
tanno lakṣmī pracodayāt 

Contemplamos aquela que é a Suprema Śaktidevī,
Meditamos por compreensão n’aquela que é a consorte de Śrī Viṣṇu
Reverenciamo-nos Àquela que concede a realização de nosso dharma, para que nos ilumine com sabedoria.

बीजमन्त्र
bījamantra

ॐ श्रीमहालक्ष्म्यै नमः

auṃ śrīṃ mahālakṣmyai namaḥ

Reverenciamo-nos à Suprema Saktidevī.

श्रीगणेश
Śrī Gaṇeśa

गायत्री
gāyatrī

ॐ एकदन्ताय विद्महे
वक्रतुण्डाय धीमहि ।
तन्नो दन्तिः प्रचोदयात् ॥

auṃ ekadantāya vidmahe
vakratuṇḍāya dhīmahi 
tanno dantiḥ pracodayāt 

Contemplamos aquele que possui uma única presa,
Meditamos por compreensão n’aquele que tem a tromba curvada
Reverenciamo-nos àquele que possui presas, para que nos ilumine com sabedoria.

बीजमन्त्र
bījamantra

ॐ गं गणपतये नमः

auṃ gaṃ gaṇapataye namaḥ

Reverenciamo-nos ao Senhor dos Gaas.

* Sobre os bījas:

-       śrīm: sílaba de força lunar, que remete ao amor e devoção, à beleza, à fé e à rendição. Promove o desenvolvimento positivo junto ao Esplendor Divino;
-       ga: de força solar, remete ao elemento terra e à manifestação material,  do Dharma. Promove o desenvolvimento do intelecto e da sabedoria.

Os mantras serão aprofundados em nossa aula de língua sânscrita aplicada ao mantrayoga, que acontece por volta das 21h, antes dos rituais.

Nossos satsaṅgas com Ayahuasca à Śrī Mahālakṣmī Devī e Śrī Mahāgaṇapati e acontecem no próximos sábados, dia 08/12, no Templo Polimata  de Campinas dia 15/12 no TemploPolimata de Mairiporã, a partir das 19h.

Em Mairiporã, no dia 16/12, teremos o tradicional almoço beneficente de encerramento, seguido da maṇḍala de prosperidade em um lindo ritual realizado pelo nosso querido Gurujī à Śrī Lakṣmī. Gentilmente solicitamos aos participantes que tragam flores e frutos para a realização desta ritualística.

Siga a programação dos eventos de Campinas e Mairiporã no Facebook.

Mais informações sobre rituais no site da Ordem Polimata.

Todas as Glórias à Śrī Guru Mahārāja Ācārya Mahāsūrya Paṇḍita Svāmī!

Todas as Glórias à Śrī Śrī Mahālakṣmī e Śrī Śrī Mahāgaṇapati.

Minhas mais humildes, sinceras e profundas reverências,

Yuri D. Wolf.
सङ्कटमोचन

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Reflexões de Sabedoria 2

Termine sempre o que começar.

Para que possamos ter a oportunidade de sermos realizadores e vitoriosos na vida, devemos levar este pensamento muito a sério. Nosso campo de ação ocorre em 3 níveis basicamente, dentro da matéria o mundo dos fenômenos, através das emoções e sentimentos vivenciados em nosso mundo mental e o mundo espiritual que transcende nossa limitada consciência dentro dos mundos material e mental.
Seja você um buscador da matéria ou espiritual, a base para que possamos avançar é a mesma: dedicação, impecabilidade e persistência para que possamos enviar a nós mesmos e aos outros que nos cercam materialmente ou espiritualmente, que somos a pessoa certa para o desafio que se apresentar.
Eu lhes pergunto, em quem confiariam a incumbência de uma grande responsabilidade como um cargo de direção ou mesmo presidência de uma grande empresa ou mesmo a missão importante para a humanidade? Em uma pessoa que se manifesta em ação como um realizador ou seria melhor o “amigo” com desculpas já organizadas?

Missão dada, missão comprida.

Quando concluímos o que iniciamos demonstramos e sinalizamos a Todos e ao Universo esta capacidade energética de finalizar a nossas iniciativas como guerreiros mediante uma missão. Acredite em sua capacidade, como os cristãos dizem, “Cada um recebe a cruz que pode carregar”.
Se você acreditar em você e conhecer a si mesmo, com isso serás capaz de realizar qualquer missão que se propor.

Reflita: Se você não acreditar em si, porque outro acreditaria?

Cada missão nos abre um universo novo de conhecimento que será somado em sua Magnus Opus, manifestando uma solução alquímica toda Sua, realizadora, transmutando você, em um novo Ser, mais profissional, mais responsável, mais consciente, mais iluminado.
Porém devo alertar a todos, dedique-se com alegria e amor, pois esta energia transcende a nossa realização, sendo assim transmitida a todos que se envolvem no processo, conduzindo nossa prosperidade e riqueza de propósito, com isso tudo flui naturalmente.

Cada pedra no caminho é um degrau para nossa ascensão ou uma parede, você que decide através de sua conduta para com a pedra.

 Quando tomamos consciência que a jornada se realiza no dia-a-dia, que somos os causadores de nossos próprios infortúnios através de nossas ações, palavras e conduta, consciente como no texto anterior, você tem uma chance de transformar cada problema em uma oportunidade de avanço nos três campos de ação.

Fazer o certo, normalmente é o mais difícil a ser realizado.

Caminhamos pelo caminho fácil, sem dor ou mesmo profundidade, com isso buscamos uma via segura. No Brasil existe uma expressão que fala sobre a Lei de Gerson, isto é buscar o caminho mais fácil para atingir o que se deseja, buscar vantagem por influência, corrupção e assim vai. Literalmente é mais fácil seguir o Mal e a Hipocrisia, do que a Verdade, União, Amor e Alegria.
Caminhamos Karmicamente, porém desejando os frutos do Dharma. ACORDE deste sonho!
Todo ser humano de sucesso, concluiu a sua obra, social, material, emocional ou espiritual, assim revelando o seu poder que pode em alguns casos se resumirem em persistência, devoção, compromisso, amor, firmeza de caráter, humildade, determinação, harmonia, força, gentileza.... Encontre o seu caminho e a sua missão que seja material, social, mental ou com alegria e amor espiritual, mas faça AGORA, pois HOJE é o dia certo J
Termine a sua Grande obra que é VOCÊ, caminhando com verdade, seriedade e o coração, assim, será um bom caminho.
CONCLUA  ....   FINALIZE


Atenciosamente, deste simples servo do caminho.
Mahasurya Swami

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Animal de Poder - Beija-Flor

Força do Beija-Flor

  Beija-flor, conhecido por muitos nomes como, Colibri, PicaFlor, Hummingbird, Cuitelo, Pindo, etc. é um dos animais símbolo do continente americano, sua presença está documentada desde o norte no Alasca até o extremo sul na Terra do Fogo. Muitas culturas (se não todas!) ao longo deste território se encantaram pela pequena ave de movimentos rápidos, cores brilhantes e uma capacidade de voar muito diferente de qualquer outro pássaro.
  Devido ao seu aspecto único ela tocou de cheio o imaginário e o espiritual dessas nações gerando inúmeros contos e lendas para tentar traduzir ao consciente o que a presença de uma pequena ave desta trás a alma de cada indivíduo. Seus significados variam como mensageiro divino por excelência, talvez por voarem em todas as direções inclusive ficar parado no ar, simbolizem a capacidade de deslocamento entre os planos, dos mais elevados aos mais baixos e estacionar onde for necessário. Xamãs, Pajés , Curadores, Medicine Men, e toda a gama de curandeiros do continente evocam o espirito do beija-flor em suas curas, canções e danças.
  Também a simbologia do amor, rogando ao fato primordial da polinização o ato de fecundar algumas espécies de flores, podendo ser evocado o fato desta espécie ter ficado conhecida como beija-flor em algumas partes. Uma lenda do povo Taino de Porto Rico diz que antigamente existia um casal muito apaixonado, porém os jovens, cada um pertencente a uma tribo rival, não podiam ficar juntos devido a pressão da família, amigos e costumes da época, para fugir do problema rogaram ao grande espirito para que os ajudasse, transformando assim um em um beija-flor e outra em uma linda flor vermelha e assim ambos puderam resplandecer seu amor trazendo abundância e beleza para toda a floresta.
 Nota nota curiosa a respeito desse pássaro é que ele só voa de dia, nas noites frias ele chega quase a parar seus batimentos num estado de quase coma, porém quando o sol aparece ele "renasce" sendo assim, também, um símbolo do renascimento do ser, principalmente para os povos Andinos. Para algumas nações amazônicas a presença do beija-flor é a própria presença de Deus.

Poderes Associados ao Beija-Flor

Cura
Amor
Presença Divina
Agilidade
Alegria
Renascimento
Beleza
Delicadeza


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Convidamos a todos a se aprofundarem no estudo do beija-flor junto a fogueira e a sagrada medicina da ayahuasca.


terça-feira, 6 de novembro de 2018

Primeiro Trabalho Huni Kuin No Templo Polimata Boituva

 Tribo Huni Kuin desembarca em terras boituvenses

  Neste mês de outubro passado tivemos a honra e o prazer de conhecer e partilhar alguns momentos com dois integrantes da tribo Huni Kuin, residentes do estado do Acre, são eles: Pajé Arumuya Ninawa Ukan Baikamaki Kanpunuah, pajé erveiro e professor da associação dos curadores Huni Kuin, profundo conhecedor das diferentes medicinas da florestas seus usos e tipos de tratamento, além de importante ativista junto a luta por demarcação de terras indígenas do povo Huni Kuin, com ele vem seu sobrinho, Txuã pakamayte, cantor, cacique, articulador do povo huni kuin e um aprendiz e professor do caminho de cura, é uma importante liderança em sua aldeia próximo a cidade de feijó.
  A Seguir, algumas imagens das atividades e de sua passagem tão marcante em nosso Templo: 











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Convidamos a todos a aproveitarem a última oportunidade em ter essa vivência junto aos conhecimentos ancestrais da tribo Huni Kuin nos dias 23 e 24 de novembro.